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Informativo
Fepai no 8º Congresso Geral da Federação Internacional de Aikido
Do dia 13 ao 17 de setembro, em Tokyo, o Yoyogi Kokuritsu Olympic Kinen Seishonen Center sediou o
8° Congresso Geral da IAF - International Aikido Federation. Aberta pelo Doshu Moriteru Ueshiba, a reunião
ocupou duas horas e meia das manhãs desses cinco dias, com as presenças dos representantes de 35 dos 60 países
membros e discutiu-se nela sobre a figura correta do Aikido no mundo, onde se expande por todos os cantos. Pelo
Brasil, esteve presente o Shihan Makoto Nishida da Federação Paulista de Aikido, filiada desde 1976, ano da
fundação da IAF, que relatou sobre a existência de várias organizações de Aikido, cujos dirigentes, de alto
nível, têm-se dedicado na expansão da arte.
A principal pauta tratada nesta assembléia foi a reforma das normas da IAF. Desde a sua fundação o
Aikido expandiu-se tal ordem que as normas atualmente vigentes estão se tornando cada vez mais inadequadas,
havendo necessidade premente de mudanças e para isso elegeu-se uma comissão incumbida de elaborar um projeto
a ser deliberado na próxima reunião em 2004.
Normalmente, uma federação internacional compõe-se de representantes de cada país, assim como o é
a IAF. Entretanto, como é do conhecimento de todos, o Aikido toma formas peculiares de acordo com o pensamento
de cada professor, cresce e cada um acaba constituindo uma organização própria. Por esta razão, existem várias
entidades dentro de um mesmo país e é uma tarefa difícil unificá-las sob uma direção. Daí decorre a incoerência
de apenas uma organização representar o país, impedindo que as demais participem de eventos da IAF.
Em competições esportivas internacionais a fronteira torna-se um fator importante, pois, os
representantes colocam em jogo a honra de seus países. Porém, no Aikido em que não há embates e que tem como
cerne o treino amistoso, o país é apenas o indicador da origem do aikidoista e no mundo de hoje, unificado
pela internet, é duvidosa a necessidade de fronteiras entre os países. É consensual que as normas da IAF
sejam reformuladas adequadamente à realidade atual para que o maior número possível de aikidoistas possam
participar da entidade superior.
No último dia da assembléia, foram definidos os dirigentes que irão comandar a IAF até 2004.
Para presidente (Chairman), foi eleito Peter A. Goldsbury (Inglaterra), para primeiro vice-presidente,
Motohiro Fukakusa (Tailândia), para segundo vice-presidente, Kenzo Miyazawa (Argentina), para terceiro
vice-presidente, Tony Smibert (Austrália), para quarto presidente, Maxim Delhome (França), para quinto
vice-presidente, Ismail G. Hassenpflug (Africa do Sul), para secretário geral, Hiroshi Somemiya (Japão) e
para tesoureiro geral, Mitsuyoshi Ishihara (Japão). Nem é necessário citar que o presidente honorário
(autoridade máxima da IAF) é o Doshu.
Paralelamente a esta reunião, no ginásio anexo, teve lugar o Seminário Internacional. Foi um
koshukai de luxo, que só mesmo a IAF poderia proporcionar. Teve como orientadores 18 shihans da nata do
Aikido mundial, todos acima de 7º dan, encabeçados pelo Doshu, mestres da Academia Central e dos países membros.
Cada shihan possuia uma técnica peculiar, sendo os mais jovens enérgicos e os mais veteranos com movimentos
baseados no ki, mas todos fazendo excelentes seminários. Mesmo com estilos diferentes, o objetivo final do
Aikido é a harmonia universal. Isso ficou claro ao observar que quanto mais graduados, os shihans faziam com
que a harmonia apagasse as diferenças, mostrando que ao final o Aikido é um só.
A partir deste seminário, a participação tornou-se extensiva aos não filiados à IAF e mais de
1000 pessoas puderam transpirar à vontade. Deste cobiçado koshukai participaram, pela FEPAI, Maurício Fuzimoto
e Ricardo Kanashiro, presentes em todos os dezoito treinos, e dedicaram-se intensamente no intercâmbio e
na confraternização.
Em pleno êxito encerraram-se a assembléia e o seminário, no dia 17, culminando com uma festa
de despedida sob promessas de reencontro em 2004.



Da esquerda para direita: Maurício Fuzimoto, Maurício Pereira Francischelli, Makoto Nishida Shihan e
Ricardo Kanashiro, representando o Brasil.

Nishida Shihan com o Doshu e sua esposa.
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