 |
|
Para sua grande tristeza ao retornar a seu lar em Tanabe, recebeu a notícia do
falecimento do seu pai. Diante da perda de um dos entes que mais ornava na vida e para sair
fora do estado mental em que se encontrava, como se estivesse em um beco sem saída, decidiu
avançar nos propósitos de sua vida e desvendar os segredos do budô.
Foi a partir desse momento que a vida do Fundador transformou-se grandemente.
Para meditar e orar vestia-se de traje branco, subia ao alto de uma rocha e ali se quedava em
profunda meditação e orava. Outras vezes, caminhava sozinho pelas montanhas e, não raro,
ajoelhava-se e orava continuamente preces shintoístas. Antigos amigos que não conseguiam
compreender os problemas pelos quais passava o Fundador acreditavam que ele estava perdendo
o juízo.
Depois de 1916 suas recordações o levavam a pensar no Mestre Deguchi a quem
encontrara anteriormente e por sua causa transferira toda sua família para Ayabe. Buscava
uma iluminação para seu coração. Fez de uma casa ao pé de uma montanha sagrada de Ayabe o seu
lar. Ali ele ensinava Jujutsu e estudava ativamente como Reverendo Deguchi até o ano de 1926.
O Reverendo Deguchi defendia o princípio de que a o homem é portador do amor e da
bondade e tinha como objetivo unir o mundo moral através da religião. Sonhava construir um reino
de Paz na Mongólia, com o poder da união das novas religiões, livre da servidão aos velhos costumes,
a fim de realizar a prosperidade mútua do Oriente. Com esse propósito o Reverendo Deguchi estabeleceu
contato com a Putienchia, religião da Coréia e com a religião chinesa Taoyiian.
|